terça-feira, 6 de maio de 2014

O FOGO DE CHÃO ETERNO - SÃO SEPÉ

Fogo de Chão
Na Fazenda Boqueirão, em São Sepé, o fogo de chão é mantido aceso desde o início do século XIX - há mais de 200 anos, portanto. Ao redor desse fogo, os gaúchos que lidavam com o gado se aconchegavam contra o frio, passavam o chimarrão de mão em mão e tomavam decisões. A família Simões Pires, agora na sexta geração, mantém esse fogo de chão permanentemente aceso, alimentado por toras de madeira de lei chamadas guarda-fogo. Localizada no hoje distrito de Vila Block, a propriedade rural de São Sepé é o centro de romarias nativistas e tradicionalistas para cultuar essa chama que não se apaga.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mudança na assessoria de imprensa do MTG

MTG tem nova assessoria de Imprensa

        Em reunião, na manhã de quarta feira, na sede do MTG, Felipe Basso reassumiu as relações com a imprensa pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho. A empresa Bastos produções, com Rogério Bastos e Liliane Pappen continuarão com a intermediação das noticias do tradicionalismo  para o jornal Eco da Tradição e redes sociais.

imprensa@mtg.org.br – com Felipe Basso  051- 9990 7061

rogeriopbastos@oi.com.br – Rogerio Bastos 051-81864262     051-91096566

O LENÇO DO GAÚCHO

O LENÇO DO GAÚCHO
Do autor.   /   JUAREZ NUNES DA SILVA - Historiador, escritor e tradicionalista.
Lenço Carijó com Nó Farroupilha

Lenço carijó com um nó farroupilha.
Em muitos momentos da nossa história, o lenço foi símbolo de filiação política, conforme a cor e até o modo de atá-lo ao pescoço, a semelhança da Banda Oriental e do lado castelhano.

Nos primeiros tempos, o lenço era geralmente colocado sobre a cabeça, atado à marinheira ou a corsário, sob o chapéu ou usado como vincha para sustentar as largas cabeleiras. Possivelmente costume herdado dos marinheiros que por estas regiões aportaram. A herança campesina tem reminiscências árabes, onde o lenço protegia a cabeça do sol, o rosto e as orelhas da poeira e  do frio das madrugadas e no entardecer.

Na Guerra dos Farrapos, os farroupilhas usavam lenço vermelho ou encarnado no pescoço com um nó peculiar. Na Revolução Federalista, em 1893, pelearam nas coxilhas rio-grandenses, os federalistas de Gaspar Silveira Martins e Gumersindo Saraiva contra os republicanos de Júlio de Castilhos. Foi a época da degola, onde pereceram mais de 10 mil rio-grandenses. Eram os maragatos (lenço vermelho) contra os pica-paus. (que deviam usar lenços verdes, mas vingou mais o branco). Na Revolução Libertadora, de 1923, pelearam os maragatos de Assis Brasil contra os chimangos de Borges de Medeiros. Novamente, maragatos com lenços vermelhos e chimangos com o lenço branco. Na Revolução de 1930, Vargas uniu os chimangos e maragatos. Portanto, o gaúcho pode usar a cor que melhor lhe apraz no seu lenço de pescoço, inclusive os nós que eram característicos de cada facção, em qualquer cor de lenço.

O lenço, como já foi dito, tinha função de proteção, para sustentar o cabelo, e também, por ser de seda, para cegar o corte de armas brancas durante uma peleia. Hoje, o lenço é um complemento da indumentária gaúcha e deve seguir a normatização do MTG para que a tradição gaúcha não seja desvirtuada: as cores permitidas são  o vermelho, branco, azul, verde, amarelo, e carijó nas mesmas cores citadas.  É possível, ainda, carijós em marrom ou cinza.  Normalmente os lenços de tamanho adulto têm medidas de 1 (um) metro quadrado, sendo aconselhado que o mesmo seja utilizado inteiro (muitos cortam o lenço ao meio, fazendo duas peças), para que não fique delgado demais – o que pode confundir com tira ou fita, o que não é permitido.      


Por falta de conhecimento, muitos optam por usar lenços de pequeno tamanho e com estampas coloridas, dando a impressão que estão usando echarpes, o mesmo que as mulheres usam na cabeça ou simplesmente, no populacho, fitas mimosas no pescoço. Gauchada, vamos pesquisar para não correr o risco de fantasiar-se, ao invés de pilchar-se como um verdadeiro gaúcho.