sábado, 10 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
O FOGO DE CHÃO ETERNO - SÃO SEPÉ
Fogo de Chão
Na
Fazenda Boqueirão, em São Sepé, o fogo de chão é mantido aceso desde o início
do século XIX - há mais de 200 anos,
portanto. Ao redor desse fogo, os gaúchos que
lidavam com o gado se aconchegavam contra o frio, passavam o chimarrão de
mão em mão e tomavam decisões. A família Simões Pires, agora na sexta geração,
mantém esse fogo de chão permanentemente aceso, alimentado por toras de madeira
de lei chamadas guarda-fogo. Localizada no hoje distrito de Vila Block, a
propriedade rural de São Sepé é o centro de romarias nativistas e
tradicionalistas para cultuar essa chama que não se apaga.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Mudança na assessoria de imprensa do MTG
MTG tem nova assessoria de Imprensa
Em reunião, na manhã de quarta feira, na sede do MTG, Felipe Basso reassumiu as relações com a imprensa pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho. A empresa Bastos produções, com Rogério Bastos e Liliane Pappen continuarão com a intermediação das noticias do tradicionalismo para o jornal Eco da Tradição e redes sociais.
imprensa@mtg.org.br – com Felipe Basso 051- 9990 7061
rogeriopbastos@oi.com.br – Rogerio Bastos 051-81864262 051-91096566
O LENÇO DO GAÚCHO
O LENÇO DO GAÚCHO
Do autor.
/ JUAREZ NUNES DA SILVA - Historiador, escritor e
tradicionalista.
![]() |
| Lenço Carijó com Nó Farroupilha |
Lenço
carijó com um nó farroupilha.
Em muitos
momentos da nossa história, o lenço foi símbolo de filiação política, conforme
a cor e até o modo de atá-lo ao pescoço, a semelhança da Banda Oriental e do
lado castelhano.
Nos
primeiros tempos, o lenço era geralmente colocado sobre a cabeça, atado à
marinheira ou a corsário, sob o chapéu ou usado como vincha para sustentar as
largas cabeleiras. Possivelmente costume herdado dos marinheiros que por estas
regiões aportaram. A herança campesina tem reminiscências árabes, onde o lenço
protegia a cabeça do sol, o rosto e as orelhas da poeira e do frio das
madrugadas e no entardecer.
Na Guerra
dos Farrapos, os farroupilhas usavam lenço vermelho ou encarnado no pescoço com
um nó peculiar. Na Revolução Federalista, em 1893, pelearam nas coxilhas
rio-grandenses, os federalistas de Gaspar Silveira Martins e Gumersindo Saraiva
contra os republicanos de Júlio de Castilhos. Foi a época da degola, onde
pereceram mais de 10 mil rio-grandenses. Eram os maragatos (lenço vermelho)
contra os pica-paus. (que deviam usar lenços verdes, mas vingou mais o branco).
Na Revolução Libertadora, de 1923, pelearam os maragatos de Assis Brasil contra
os chimangos de Borges de Medeiros. Novamente, maragatos com lenços vermelhos e
chimangos com o lenço branco. Na Revolução de 1930, Vargas uniu os chimangos e
maragatos. Portanto, o gaúcho pode usar a cor que melhor lhe apraz no seu lenço
de pescoço, inclusive os nós que eram característicos de cada facção, em
qualquer cor de lenço.
O lenço,
como já foi dito, tinha função de proteção, para sustentar o cabelo, e também,
por ser de seda, para cegar o corte de armas brancas durante uma peleia. Hoje,
o lenço é um complemento da indumentária gaúcha e deve seguir a normatização do
MTG para que a tradição gaúcha não seja desvirtuada: as cores permitidas são
o vermelho, branco, azul, verde, amarelo, e carijó nas mesmas cores
citadas. É possível, ainda, carijós em marrom ou cinza. Normalmente
os lenços de tamanho adulto têm medidas de 1 (um) metro quadrado, sendo
aconselhado que o mesmo seja utilizado inteiro (muitos cortam o lenço ao meio,
fazendo duas peças), para que não fique delgado demais – o que pode confundir
com tira ou fita, o que não é permitido.
Por falta
de conhecimento, muitos optam por usar lenços de pequeno tamanho e com estampas
coloridas, dando a impressão que estão usando echarpes, o mesmo que as mulheres
usam na cabeça ou simplesmente, no populacho, fitas mimosas no pescoço.
Gauchada, vamos pesquisar para não correr o risco de fantasiar-se, ao invés de
pilchar-se como um verdadeiro gaúcho.
sábado, 3 de maio de 2014
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