sexta-feira, 2 de março de 2018

EDITORIAL



28 de fevereiro, um dia para a história

Tem dias que o entardecer traz consigo a sensação de dever cumprido. Hoje é um deles. Escrevo, para os tradicionalistas, no final do dia 28 de fevereiro de 2018. Seria um dia como qualquer outro, não fosse por um detalhe. Hoje fizemos, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o lançamento do aplicativo Galope.

Depois de muito dialogar com a Secretaria Estadual de Agricultura, somando esforços como tanto defende a nossa Carta de Princípios, chegou-se a um serviço prático, funcional, que poderá ser um divisor de águas na história do tradicionalismo no Rio Grande do Sul no que se refere à área campeira. Através do “Galope”, o produtor rural poderá registrar seu animal, informando os dados de cadastro, vacinas, exames e resenha, obtendo com muito mais rapidez e praticidade as liberações necessárias, no caso, a GTA – Guia de Transporte Animal. Já pensaram quanto o aplicativo facilitará a vida de tradicionalistas que participam de cavalgadas, desfiles, rodeios?

Pode parecer algo simples e provavelmente só o tempo mostrará a importância dessa iniciativa. A comemoração que fizemos hoje não demonstra o tanto que se batalhou para esta desburocratização do serviço. Felizmente nós, tradicionalistas, temos a virtude da constância, em que pese o exemplo da Fecars, que se avizinha no calendário, completando neste ano três décadas de existência. Nos últimos 30 anos, sempre no mês de março, tradicionalistas de todo o Rio Grande se reúnem para celebrar o laço como manifestação cultural. Para nós, sem dúvida, é motivo de festa, alegria.

Quem sabe, no futuro, poderemos também ter tantos motivos para comemorar na área da música? Começamos recentemente um movimento forte de valorização dos artistas locais, somando forças entre produtores culturais, músicos, entidades tradicionalistas, veículos de comunicação. Passo por passo, a iniciativa começa a ganhar força entre os tomadores de decisão. Acreditamos que seja fundamental a valorização de nossa música, aquela que representa a identidade de cada gaúcho, quando ouvimos, quando apreciamos as letras. Cada música nos representa, nos toca o coração, o sentimento. Quando a gaita e a viola gemem  em nossos galpões, com ela renasce e fortalece este sentimento de pertencimento, de todos os Rio Grandenses - da mesma forma que um berro de boi nos toca tão profundamente.....
Enfim, hoje é um dia feliz, para se comemorar, porque deve ficar na história.

Nairo Callegaro
Presidente do MTG
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